terça-feira, 27 de junho de 2017


AMORA - MORUS NIGRA

Categoria: Espécies

Amoreira-negra – Morus nigra


Nome Científico: Morus nigra
Nomes Populares: Amoreira-negra, Amora, Amora-negra, Amora-preta, Amoreira, Amoreira-do-bicho-da-seda, Amoreira-preta
Família: Moraceae
Categoria: Árvores, Árvores Frutíferas, Medicinal
Clima: Continental, Mediterrâneo, Subtropical, Tropical
Origem: Ásia
Altura: 3.6 a 4.7 metros, 4.7 a 6.0 metros, 6.0 a 9.0 metros, 9.0 a 12 metros
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene



A amoreira é um árvore decídua, cujo fruto, a amora, é apreciado no mundo todo. Seu porte é médio, alcançando de 4 a 12 metros de altura. As folhas são simples, ovadas a cordiformes, cartáceas, de margens serrilhadas ou dentadas e recobertas por uma pilosidade que as torna ásperas ao toque. As mudas podem apresentar folhas lobadas. As inflorescências surgem no final do inverno e são do tipo espiga, pendentes, onde se reúnem flores brancas minúsculas. Os frutos são pequenos aquênios, carnosos e negros quando maduros, reunidos em infrutêscências.
Apesar de ser frutífera, a amoreira não deixa de ser ornamental. Sua copa é ampla, fornecendo sombra fresca no verão e permitindo a passagem de luz no inverno, com a queda das folhas. É perfeita para pequenos pomares domésticos, pois é rústica e não necessita de cuidados especiais para frutificar em abundância. O plantio dessa espécie só não é recomendado para arborização ao longo de ruas e avenidas, assim como estacionamentos, pois a queda do frutos e folhas suja os automóveis e o chão. Por ser facilmente dispersada pelos pássaros, a amoreira-negra pode se tornar invasiva em alguma situações.
Os frutos, ricos em vitamina C, fazem a alegria da criançada e dos passarinhos e ainda se prestam para saborosas geléias, vinhos e licores, assim como uma infinidade de sobremesas. Entre as amoreiras, a espécie M. nigra é a que apresenta frutos mais doces, maiores e de sabor mais pronunciado. Suas folhas são utilizadas na alimentação do bicho-da-seda, embora a amoreira-branca (Morus alba) seja a preferida pelos criadores. Não deve ser confundida com as amoras arbustivas, pertencentes ao gênero Rubus, da família Rosaceae.
Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, profundo, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano de implantação. Apesar de ser originária de clima temperado, a amoreira se adapta bem ao clima tropical e subtropical. Adubações anuais com esterco de curral curtido e podas de limpeza estimulam frutificações abundantes. Não tolera estiagem prolongada ou ventos fortes. Multiplica-se por sementes e enxertia, mas principalmente por estaquia e mergulhia dos ramos.



sábado, 24 de junho de 2017


Histórico / estilos



                                 BREVE HISTÓRICO

Etimologicamente, a palavra bonsai vem dos termos bom que significa bandeja
e sai que significa árvore, ou seja, árvore em bandeja.
Os chineses, entretanto, tinham uma particularidade no cultivo: colocavam
grupos de pequenas árvores, fazendo aglomerações, para ornamentação dos jardins,
não utilizando bandejas. Esta forma de cultivo, simulando uma floresta natural era
chamada de pun-ching. No Japão, a arte de se cultivar árvores em miniaturas surgiu
no terceiro século da dinastia Han, iniciando assim, a arte de cultivar árvores em
vasos, chamada de pun-sai.
Foi por meio dos monges budistas que praticavam a arte do pun-sai e
mercadores que interligavam a China e o Japão, que o bonsai começou a ficar
conhecido.
Com o cultivo de árvores em miniaturas pelos japoneses, no século IX, esta
arte já tornara-se intrínseca na cultura japonesa, passando a ter um caráter filosófico
e sagrado, sendo praticada por pessoas de todos os níveis sociais do Japão. Ao
longo do tempo, o cultivo das mini-árvores passou a ser feito em bandejas ao invés
de vasos, passando então a se chamar a arte de bonsai .
Na Europa, o bonsai apareceu pela primeira vez em uma feira mundial realizada
na França, em 1878. Atualmente, o bonsai tem um valor comercial elevado, sendo
uma opção para um negócio bem-sucedido.
A essência da arte do bonsai está em imitar a natureza, copiando os estilos
reais das florestas ou das árvores individualmente. Contudo, para se obter um
bonsai com as características de uma árvore, deve-se ter muita paciência, atenção
nos pequenos detalhes e um extremo cuidado na formação.
3. ESTILOS E FORMAS
Existe um catálogo oficial em que a maioria das formas de bonsai estão
registradas. As formas são dadas por meio de cortes, podas e condução.
A seguir, estão relacionadas algumas formas de bonsai:

Chokkan: esta é uma árvore que apresenta o                                                       
tronco vertical e galhos pequenos. Os galhos
são dispostos quase simetricamente,
apresentando formas piramidais. Esta forma é
característica de coníferas gigantes.

                         














Moyôgi: a maior parte da árvore está na
vertical, no entanto, seu tronco é desenvolvido
em espiral e apresenta copa mais densa.
                                                                                   








Shakan: Consiste de um tronco simples,
inclinado para a direita ou para a esquerda. Os
galhos são razoavelmente uniformes, mas
devem ser mais longos no sentido contrário
da inclinação do tronco.

                                                                                                     



Kengai: árvore em forma de cascata. Os
galhos são pendentes abaixo do limite inferior
do vaso.
                                                                                                    
                                                                                



Han-kengai: No estilo cascata parcial. Diferese
do Kengai apenas pela intensidade da queda,
que é menor.
                                                                          





Bunjin: forma de árvore imitando ideogramas.
Uma forma elegante, onde as folhas só se
encontram no topo do tronco.
                                                                             



Yose-ue: duas ou mais árvores ficam reunidas
em um recipiente, formando um conjunto
harmonioso.
                                                                                       



Hôkidachi: árvore vertical onde os galhos
crescem com aparência de vassoura, tendo a
copa bem formada.
                                                                                     




Cuidados cuidados básicos com seu Bonsai

Bonsai cuidados básicos


O mínimo que você precisa saber e fazer para cuidar de um bonsai
Ambiente: Para se desenvolver e ter boa saúde, o bonsai precisa,  no mínimo, de 2 a 4 horas de sol diariamente (dependendo da espécie), podendo ainda ficar exposto ao sol, por um ou dois períodos (manhã e tarde) em um ambiente com ventilação. Isso ajudará a evitar que ele venha a contrair pragas e doenças. Procure fazer rotações periódicas no vaso, de forma que toda a planta receba seu banho de sol diariamente em todas as partes. Evite colocar em superfícies como, metal, cimento, pedra, etc. Que acumulam temperatura, e transmitem para o vaso e a planta.
Rega: Regue de preferência quando a superfície do solo começar a secar, evitando deixar secar por completo, e evite também deixar o solo constantemente encharcado com regas excessivas, isso faz com que as raízes apodreçam e, em alguns casos, provocam a perda da planta. Regue abundantemente o seu bonsai e pare quando a água começar a sair pelo fundo do vaso. Podendo utilizar para a rega, mangueira, regadores e outros recipientes.Sendo as vezes necessário regar de duas a três vezes ao dia,quando exposto  diretamente ao sol.
Procure borrifar água na copa da planta, nos dias e nas horas mais quentes. Em caso de viagem, deixe seu bonsai aos cuidados de uma pessoa de confiança. Hoje em dia existem lojas especializadas que trabalham com o sistema de hospedagem.
NOTA
: a maior causa de morte dos bonsai, é a falta de água. Já o excesso, pode ser um quadro reversível, mas que pode deixar sequelas na planta.
Fertilizante: Para se desenvolver e manter sua saúde, o bonsai, como toda planta, necessita de nutrientes, sais minerais, etc. Adube o seu bonsai periodicamente (conforme espécie, estação e região) utilizando adubo orgânico e/ou químico. Pode ser utilizado o fertilizante liquido com npk 04-14-08 encontrado com facilidade em loja de garden ou produtos de jardinagem. Seguir as instruções do rotulo tomando cuidado para não por em excesso.                                                                                                                                                        Transplante: Geralmente, de dois em dois anos, a maioria das espécies necessita efetuar uma poda na raiz, troca de substrato (conforme o caso) para se manter saudável. Pois com o passar do tempo o vaso estará repleto de raízes o que dificultará a rega, retenção de nutrientes, drenagem e oxigenação das raízes, e a planta não conseguirá ter boa saúde e um bom desenvolvimento.                                                                                                                                       Poda: Com o objetivo de manter a forma e estilo do seu bonsai, devemos realizar podas periódicas para que ele não perca o formato e a tendência do seu estilo, além de prejudicar a ventilação, iluminação e ramificação interna da copa da planta. Pragas e doenças: As plantas por serem organismos vivos estão sujeitas à contrair pragas e doenças, uma planta estando saudável dificulta, mas não impede de estar livre desses males. Procure através de observação diária, qualquer alteração que esteja fora do normal, nas folhas, galhos e troncos. Como forma de prevenção  pode ser feita aplicações periódicas de defensivos no seu bonsai.  ( Particularmente prefiro evitar usar defensivos, somente utilizo em casos extremos , porém observando periodicamente os bonsai pode se evitar os casos extremos . )                                                                                                                            Observações:     Existem diversas espécies de plantas, cada qual tem seu habitat diferenciado, procure informar-se sobre a espécie que você adquiriu. É aconselhável  participar de um curso básico de bonsai, que ensina a transplantar, modelar, adubar, etc.









quinta-feira, 22 de junho de 2017


PINGO-DE-OURO – DURANTA ERECTA AUREA 

Categoria: Espécies









Pingo-de-ouro – Duranta erecta aurea

Nomes Populares: Pingo-de-ouro, Duranta, Violeteira, Violeteira-dourada
Família: Verbenaceae
Categoria: Arbustos, Arbustos Tropicais, Árvores, Bonsai, Cercas Vivas
Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical
Origem: América do Sul, Brasil
Altura: 3.6 a 4.7 metros, 4.7 a 6.0 metros
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene

Detalhes

Este arbusto de folhas douradas surgiu através de uma mutação da violeteira. Sua popularização foi um verdadeiro fenômeno no paisagismo brasileiro. O pingo-de-ouro, ao contrário de outros arbustos tradicionais, tem um crescimento muito rápido, o que aliado à sua cor amarelo vibrante, foram os grandes responsáveis pela sua larga utilização. É uma planta excelente para topiaria, principalmente para os iniciantes. Além disso, presta-se como bordadura, cerca viva, renque e até mesmo para a formação de bonsai.
Não é indicada para jardins de baixa manutenção, pois exige podas mais frequentes que outros arbustos. Quando não podado produz pequenas flores arroxeadas, róseas ou brancas e frutos esféricos, pequenos e amarelos, além disso, suas folhas perdem um pouco a tonalidade dourada.
Devem ser cultivadas à pleno sol, em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Não é tolerante à seca. Tolera o frio e as geadas. Multiplica-se por estaquia e mais raramente por sementes, já que estas podem originar pingos-de-ouro e violeteiras. Requer podas de formação e manutenção frequentes, utilize sempre luvas para manipular esta planta, pois os ramos podem ser espinhentos.

BONSAI

Poda: pode ser feita do inicio da primavera ate quase ao fim do verão, sem medo. A poda nesta espécie incentiva o aparecimento de novos botos mesmo sem a desfolha.

Desfolha: Por se tratar de uma planta que brota muito, a forma mais simples de  se fazer isso é pegar no galho a ser desfolhado , na parte não baixa e ir puxando para cima(patê mais fina ) as folas saem facilmente , é quase que 100% onde sai uma folha nasce um novo galho

Rega: quando esta na terra suporta bem a falta de agua, mas em vaso o ideal é manter úmido. Molhando pelo menos uma vez a cada dia, se notar o substrato seco molhe novamente.

Adubação: todo mundo fala em adubar com isso ou aquilo é algo muito complicado para se falar, o importante é saber para que você quer usar o adubo, O nitrogênio tem ação na parte verde da planta, as folhas. O fósforo atua principalmente na floração e na maturação e formação de frutos, no crescimento das raízes e na multiplicação das células, O potássio é essencial para o crescimento e responsável pelo equilíbrio de água nas plantas. Atua no tamanho e na qualidade dos frutos e na resistência a doenças e falta de água. Crescimento lento, raízes pouco desenvolvidas.

Aramação: quanto a aramação desta planta eu não vejo uma época pode ser feita a qualquer momento, contudo temos que tomar muito cuidado pois quebrar os galhos é algo bem simples, sua madeira não é muito flexível , os galhos melhores para aramar são os de espessura inferior a uma caneta.

Propagação: A multiplicação do pingo de ouro geralmente é feito por meio de estacas. Retirar estacas com 10 a 15 centímetros de comprimento. De preferência, (na hora das podas), para os galhos dos ponteiros. Esses são os que apresentam as maiores facilidades para o enraizamento. Na maioria das vezes, as podas ocorrem no outono-inverno, logo após a fase de frutificação da planta. (Época de fazer as mudas).

Transplante: primavera


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